Content Image

Nada na vida fica com as mesmas características para sempre e com os pisos não é diferente.

Mais do que qualquer outro elemento construtivo, o piso sofre uma série de agressões que levam a sua deterioração, apresentando patologias decorrentes desse desgaste natural, impactos ou excessiva vibração, sobrecargas, tráfego intenso e/ou modificações diretas e indiretas nas edificações, estando sempre à prova quanto a sua resistência a abrasão, compressão e tração dos veículos, empilhadeiras e pessoas que ali trafegam diariamente.

Com o passar do tempo, tais patologias começam a afetar a estrutura, a estética e dinâmica da construção e é preciso identifica-las e tratá-las corretamente o mais rápido possível. Estas manifestações patológicas acarretam perda de funcionalidade, uma vez que tendem a comprometer a operação de cargas, a estética e a resistência estrutural desse elemento. Ainda, é notório o efeito progressivo dessas manifestações. Uma vez iniciado algum processo de deterioração, independentemente do motivo do seu surgimento, este tende a se agravar rapidamente se não for corrigido em tempo adequado.

Os serviços de recuperação de pisos de concreto dividem-se em dois grupos, os “Reparos e Tratamentos Estruturais” e a “Restauração”.

Reparos e Tratamentos Estruturais

Em muitas situações, o concreto se degrada naturalmente ao longo do tempo ou devido a ações externas e falhas de execução.

Como elemento estrutural de suma importância para a segurança, o concreto deve ser devidamente recuperado.

Reparos e tratamentos são indicados para prevenir e/ou corrigir patologias estruturais originadas que possam comprometer a estrutura e resistência do piso.

Dentre os serviços de Reparos e Tratamentos Estruturais executados pela Revia Engenharia, destacam-se:


TRATAMENTO DE JUNTAS

Content Image

O tratamento das juntas, também conhecido como selagem de juntas, é realizado com técnicas variadas. A definição das aplicações e técnicas se dão em função da área de aplicação, do tipo do piso industrial e das características do projeto.

Os materiais para tratamento das juntas que podem ser utilizados são:

  • Selante semi-flexível para soluções provisórias (juntas de sacrifício).
  • Selante semi-rígido (desde que a movimentação do piso seja compatível com a capacidade de deformação do selante).

A falta do selante apropriado, provoca infiltrações de umidade e de produtos corrosivos que oferecem riscos a ferragem usada na construção do piso e ao solo abaixo do mesmo.

A função básica da selagem das juntas é impedir a penetração de água e materiais sólidos que podem comprometer a estrutura. O selamento deve ser realizado após 60 a 90 dias da execução do piso.


LÁBIOS POLIMÉRICOS

Content Image

É bastante comum o tráfego de empilhadeiras, paleteiras, trollers ou qualquer outro tipo de carrinho com rodas rígidas que transportam materiais diversos dentro de galpões de armazenamento ou até mesmo áreas industriais.

Normalmente estes equipamentos transitam com uma enorme quantidade de peso a todo momento sobre o piso. Todos os pisos de concreto, independente de suas particularidades, possuem juntas de dilatação e/ou juntas oriundas de emendas do concreto. Estas juntas são os pontos de maior fragilidade no piso e estão sujeitos a um desgaste precoce devido ao constante trânsito destes equipamentos.

Dado a este fenômeno, uma patologia bem comum ocorre, o “Esborcinamento das Juntas” que consiste em fissuras e desfragmentação do concreto ao longo de toda a borda da junta. Esta patologia tende a se expandir até o momento em que se torna inviável trafegar com carrinhos e empilhadeiras nestes locais, podendo causar grandes danos aos usuários.

Para evitar tais ocorrências, é comum executar nestas juntas, o procedimento chamado de Lábios Poliméricos, que são reforços de borda à base de resinas epoxídicas ou uretânicas, e polímeros minerais de alta resistência. Esses materiais junto as placas de concreto, tornam o sistema monolítico e de maior resistência.

O sistema de tratamento de bordas de juntas promovem assim grande estabilidade a solicitações mecânicas e químicas. Seu desempenho promove ganhos reais com manutenção e produtividade. Os lábios poliméricos tornam-se parte integrante do concreto tornando-o uma peça monolítica, conferindo-lhe resistência superior a 60 Mpa.


REPAROS DE TRINCAS E FISSURAS

Content Image

Segundo a norma de impermeabilização (NBR 9575:2003), as "microfissuras" têm abertura inferior a 0,05 mm, já as aberturas com até 0,5 mm são chamadas de "fissuras" e, por fim, as maiores de 0,5 mm são chamadas de "trincas".

Na execução de uma obra, algumas imprudências podem gerar tais patologias, que por sua vez, são bastante comuns em edificações e podem interferir na estética, na durabilidade e nas características estruturais da obra.

O primeiro passo para recuperar uma trinca ou fissura, é chegar à definição precisa da sua causa, seja ela estrutural, dilatação térmica, vibração, recalque, ..., ou derivada por algum tipo de retração (hidráulica, plastica, térmica, etc.). É importante também, identificar se é a trinca é dinâmica ou estática pois isso interfere diretamente no tipo de tratamento que deverá ser adotado e consequentemente, no resultado do serviço realizado.


TRATAMENTO DE DELAMINAÇÕES

Content Image

O termo delaminação refere-se ao fenômeno de destacamento ou separação de uma parcela da superfície de um piso, podendo variar de 2 a 10 mm de espessura.

O aparecimento de pontos de delaminação está associado a algumas patologias ou métodos executivos, que causam o selamento superficial prematuro, impedindo a exsudação da água do concreto.

O tratamento mais utilizado é o reparocom argamassas poliméricas, principalmente as uretânicas e epoxídicas, que permitem espessuras de 3 mm a 8 mm. Também podem ser empregadas as argamassas cimentícias, modificadas com polímeros, mas vale lembrar, que nesse caso deve-se trabalhar com espessuras mais elevadas, acima de 8 mm.

O reparo do piso consiste inicialmente no recorte da área danificada, formando uma figura geométrica regular e regularização da superfície de modo a garantir a espessura mínima para o material que será empregado no reparo. O próximo passo é a aplicação de um primer e em seguida, da argamassa. Após a cura do produto, é possível fazer o lixamento.

Restauração

A maioria dos pisos de estacionamentos e galpões, começam a apresentar desgaste abrasivo superficial. Muitas vezes também, essas agressões ocorrem devido a forma incorreta de limpeza ou ataque químico, sendo necessário manutenção constante e de tempos em tempos, uma restauração superficial.

A restauração do piso de concreto é uma excelente opção para quem está pensando em trocar o piso devido ao desgaste avançado.

A diferença em relação a custos entre trocar e restaurar é significativa, pois não há necessidade de retirar todo o piso antigo e refazer por completo um piso novo. Na maioria dos casos, é mais vantajoso financeiramente e logisticamente, já que a obra é mais rápida, além disso, o resultado final é um piso ainda mais resistente (≥60MPa) e com aparência de novo.

O piso degradado pode ser restaurado pelo processo de Lapidação Polimérica, ou execução de um novo contrapiso com Argamassa Cimento-polimérica de Alta Resistência.


ARGAMASSA CIMENTO-POLIMÉRICA DE ALTA RESISTÊNCIA

Content Image
Consiste em um revestimento argamassado, classificado como um Revestimentos de Alto Desempenho (RAD) conforme norma ABNT NBR 14.050, aplicado em camada única, que atinge entre 10 e 20 milímetros de espessura, aderida ao substrato utilizando adesivo epóxi na camada superior.

Este material possui vários aditivos químicos e agregados de alta dureza previamente selecionados que garantirão uma maior resistência do revestimento (dureza Classe A).

Devido a sua retração compensada, este revestimento pode ser aplicado em diversas paginações e sobre pavimentos cimentícios já existentes.

Este tipo de recuperação é a mais indicada para pisos antigos que não possuem aparência laminada (lisa) ou que, com o passar do tempo, não apresentam mais a planicidade desejada.

O aspecto final se assemelha ao piso de concreto com acabamento totalmente liso, polido por acabadoras de piso ou lapidado por politriz, deixando um aspecto final semelhante ao do piso granitina.


LAPIDAÇÃO POLIMÉRICA

Content Image
Processo inovador de tratamento de piso que alia as vantagens de um revestimento epóxi com a resistência à abrasão e impacto de um piso de concreto.

Diferente da lapidação convencional, este processo preenche as porosidades do concreto impermeabilizando o piso e solidificando trincas e craqueamentos, isso aumenta a resistência à abrasão e a riscos. É capaz de recuperar pisos fracos e porosos, com baixa resistência superficial.


LAPIDAÇÃO POLIMÉRICA
  • Impregnação com resina epóxi de alta penetração (100% sólidos);
  • Preenche as porosidades do piso de concreto;
  • Impermeabiliza o piso;
  • Aumenta o brilho;
  • Solidifica trincas e craqueamentos;
  • Aumenta a resistência à abrasão e a riscos.
  • Recupera pisos fracos e porosos.
  • Aumenta manchas no piso.

LAPIDAÇÃO CONVENCIONAL
  • Impregnação com densificador a base de silicatos (1,5 a 10% de sólidos);
  • Recristaliza diminuindo a dimensão dos poros;
  • Diminui a permeabilidade;
  • Melhora o brilho;
  • Não solidifica trincas nem craqueamentos;
  • Aumenta a resistência à abrasão e a riscos;
  • Não recupera pisos fracos e porosos;
  • Não aumenta manchas no piso.

O processo inicia-se com um desbaste da superfície com diamantes grossos, onde “corta-se” a superfície melhorando a planicidade e abrindo a porosidade do piso. Na sequência, impregna-se o piso com resina epóxi (alto sólidos) de alta penetração e após a cura, remove-se o excesso de epóxi com um diamante grão intermediário, continuando na sequencia até o grão com brilho.